Cabeçalho O Gari dos Gamers (Temporada 1) Episódio de hoje: (5 de 10) Jogo:Aquaman: Battle for Atlantis Console:Nintendo GameCube Desenvolvedora:Lucky Chicken Labs Publicadores:TDK Mediactive Gênero:jogo eletrônico de ação-aventura (e afogamento em mediocridade) Data de Lançamento:23 de Julho de 2003 --- 1. Introdução: Mergulhando no Lixo Porra, pessoal. Eu sou Ed Gardini, e esta é a Carla, a mulher que ainda não me processou por danos morais após quatro episódios nadando na merda digital. Acho que isso já configura união estável com base em trauma compartilhado. Hoje, temos um desafio aquático. Depois de lidar com robôs burros, gatos psicóticos e jogadores de basquete fazendo kung fu, achamos que seria uma boa ideia mergulhar nas profundezas. Literalmente. Porque quando você acha que já viu tudo, a indústria dos games te lembra: "Calma, filho da puta, ainda tem mais lixo no fundo do poço". Estou falando de Aquaman: Battle for Atlantis. Esse jogo é a prova definitiva de que até heróis consagrados podem ser afogados em uma privada de desenvolvimento porco. Enquanto todo mundo ficava hypado com The Legend of Zelda: The Wind Waker e sua bela estética cel-shaded, a Lucky Chicken Labs - que nome mais bosta é esse? - nos serviu isso: um banho morno de água suja de córrego poluído. "Carla, amor, você está pronta para molhar os pés nessa enchente de mediocridade?" "Ed,depois do Shaq Fu, eu estou pronta para tudo. Até para jogar uma sinuca de bêbado com o próprio taco", ela responde, segurando uma garrafa de água como se fosse um salva-vidas. "Mas pelo menos o Aquaman é bonitinho nos quadrinhos, né?" "É,amor. Nos quadrinhos. Aqui ele parece o Salsicha do Scooby-Doo depois de uma cirurgia plástica malfeita." Vamos lá. Respirem fundo... ou melhor, segurem a respiração. Porque o cheiro de mar podre e código mal-escrito é forte aqui. --- 2. História do Jogo: Aquaman vs.... Atlântida? De Novo? Se você pensou que a premissa de Shaq Fu era confusa, prepare-se para uma aula de como estragar um conceito simples. A história de Aquaman: Battle for Atlantis é tão original quanto uma novela das nove. O plot é o seguinte: Aquaman, o rei de Atlântida, precisa... proteger Atlântida. De quem? De uns caras chamados Black Manta e O.G.R.E. (sim, com pontos mesmo, porque é MUITO INTELIGENTE). Eles querem... dominar Atlântida. Uau. Que reviravolta. Quem poderia imaginar? Não há desenvolvimento de personagem, não há motivação interessante, não há porra nenhuma. É como assistir a um episódio de Power Rangers onde o vilão de plantão aparece e grita "VOU DOMINAR O MUNDO!" e os heróis falam "NÃO VAI NÃO!" e partem para a porrada. Só que sem o charme do low-budget e as roupas coladas. "Espera aí, Ed", disse Carla, coçando a cabeça. "O Aquaman não é o rei de Atlântida? Então ele está... lutando contra umas pessoas que querem o trono dele? Isso não é tipo... a descrição de qualquer reino da história?" "EXATAMENTE,CARLA! É a premissa mais genérica possível! Poderiam ter colocado qualquer personagem aí! Poderiam ser os Três Porquinhos defendendo a casa de tijolos do Lobo Mau! Daria na mesma!" É de uma preguiça criativa tão grande que chega a ser criminosa. Parece que os caras da Lucky Chicken Labs estavam com tanta pressa para lançar o jogo que copiaram a primeira ideia que encontraram no lixo. --- 3. Gráfico e Áudio: O Fundo do Poço Visual Se existe um lugar chamado "fundo do poço" no mundo dos gráficos de GameCube, Aquaman: Battle for Atlantis não só chegou lá como cavou mais uns metros e encontrou petróleo. E não o petróleo do bom, do que dá dinheiro, mas aquele petróleo pesado que gruda na sua perna e nunca mais sai. Os gráficos são uma ofensa aos olhos. Os personagens são modelos 3D com texturas tão borradas que parecem ter sido pintadas com vassouras. O Aquaman parece um boneco de cera que derreteu parcialmente e foi remendado com cola quente. Os inimigos são todos iguais, palette swaps tão óbvios que dá vergonha alheia. E os cenários... ah, os cenários. Tudo é AZUL. Azul escuro, azul claro, azul esverdeado, azul acinzentado. É como jogar dentro de um pote de tinta azul que foi diluído com água suja. Não há variedade, não há vida, não há detalhes. É o vazio. O vácuo aquático. "Ed, eu estou com enjoo de tanto azul", reclamou Carla, fechando os olhos por um segundo. "Parece que a gente caiu num filtro do Instagram que deu pau." "É isso mesmo,amor! Esse jogo é um filtro do Instagram com controle! E o pior é a taxa de quadros! O jogo dá mais lag que a internet da casa da minha vó! Parece que estamos jogando em câmera lenta, mas é o jogo mesmo que é uma lesma!" E o áudio... meu Deus, o áudio. A trilha sonora é uma série de "sons oceânicos" genéricos que se repetem até a náusea. Não há música marcante, não há tema épico. É só... barulho de fundo. Os efeitos sonoros são tão fracos que você nem ouve direito. E a dublagem... a dublagem é tão sem vida que faz a do Shaq Fu parecer uma apresentação de teatro da Broadway. "POR TRÁS DE VOCÊ, AQUAMAN!", grita uma voz completamente plana, como se estivesse lendo a lista de ingredientes de um pote de maionese. "É,ele não parece muito preocupado, né?", comentou Carla, rindo. "Parece que ele está avisando que o estacionamento vai fechar." --- 4. Level Design e Missões: Nadando em Círculos Se você está esperando uma aventura épica pelos sete mares, esqueça. Aquaman: Battle for Atlantis é uma esteira rolante de tédio subaquático. O level design é tão inspirador quanto uma piscina vazia. Cada fase é basicamente a mesma coisa: um espaço aberto e vazio (AZUL, sempre AZUL) com alguns obstáculos genéricos espalhados aleatoriamente. Sua missão? Derrotar todos os inimigos da área. Como? Nadando até eles e socando. Uau. Que variedade. Não há quebra-cabeças, não há exploração, não há segredos. É nadar em círculos e bater em robôs e caras de armadura até a tela avisar que você pode ir para a próxima área... que é igual à anterior, mas com uma árvore diferente no fundo. "Para onde a gente está indo, Ed? Isso aqui é o mesmo lugar de antes?" "É sim,amor! Só que agora tem um coral azul diferente ali no canto! OLHA QUE DIVERSÃO!" "Eu...eu acho que estou ficando tonta. Tudo é igual." É uma experiência profundamente monótona e desestimulante. Você não se sente um herói explorando o oceano; se sente um zumbi preso em uma esteira aquática. --- 5. Combate e Habilidades: Os Socos Mais Molhados da História Aqui reside o coração das trevas... ou melhor, das águas turvas. O combate em Aquaman: Battle for Atlantis é uma das coisas mais patéticas que você vai ver em um jogo de ação. O Aquaman, o REI DOS MARES, comanda as criaturas oceânicas e tem um tridente fodão... e o que ele faz? Ele dá SOCO. E CHUTE. Como se fosse um lutador de rua qualquer. Que porra é essa? Os golpes não têm peso, não têm impacto. Parece que você está batendo em inimigos de papelão. Não há satisfação, não há fluência. É como controler um boneco de pano embebido em água. E as habilidades especiais? Ah, sim, ele pode... soltar um sonar. Uau. Um sonar. Que faz... um círculo azul sair dele e... identificar inimigos. QUE FODA, NÉ? E ele pode... nadar mais rápido. NOSSA, QUE PODER FANTÁSTICO. "Espera aí, Ed. O Aquaman não podia mandar os tubarões morderem os caras? Ou fazer um polvo segurar eles?" "PODIA,CARLA! NOS QUADRINHOS ELE FAZ ISSO O TEMPO TODO! MAS AQUI... AQUI ELE É SÓ UM CARA QUE SABE LUTAR MUAY THAI DEBAIXO D'ÁGUA! É UMA VERGONHA!" É tão decepcionante que chega a doer. É como se tivessem pegado um personagem incrível e tirado tudo que o fazia único, deixando apenas um cara forte que nada. --- 6. Mecânica e Conclusão: O Afogamento Inevitável As mecânicas de Aquaman: Battle for Atlantis são um desastre completo. O controle é frouxo e impreciso, a câmera é uma inimiga que te trai a todo momento, e a jogabilidade é repetitiva ao extremo. Concluir esse jogo não é uma vitória; é um alívio. É como terminar de assistir a um filme ruim: você não se sente realizado, só sente que recuperou o tempo perdido. O final é tão anticlimático e sem graça que você fica se perguntando por que se deu ao trabalho. "É... isso?", Carla perguntou, quando os créditos começaram a rolar. "A gente... nadou e deu soco até acabar?" "É isso,amor. Essa é a grande aventura do Aquaman. Nadar e dar soco. Como um mendigo brigando por um lugar para dormir na praia, só que com uma roupa mais justa." É triste. É patético. É Aquaman: Battle for Atlantis. --- 7. Nota do Jogo e Explicações Hora do veredito final do Sistema de Pontuação por Cocô (SPC), que vai de 0 (Uma Obra-Prima) a 5 (Tóxico Radioativo). · Diversão: 5/5 SPCs. É tão divertido quanto ficar preso em um elevador com uma pessoa que só fala sobre a previsão do tempo. · Gráficos: 5/5 SPCs. Uma paleta de cores que vai do azul para o azul, com personagens que parecem derretidos. · Jogabilidade: 5/5 SPCs. Controles frouxos, combate sem impacto e uma repetição que entorpece a mente. · Som: 5/5 SPCs. Trilha sonora genérica, efeitos sonoros fracos e dublagem que parece ter sido feita por robôs. · Inovação: 0/5 SPCs. Inovou em como tornar um herói fascinante em um jogo incrivelmente entediante. NOTA FINAL: 5/5 COCÔS TÓXICOS RADIOATIVOS Explicações: Aquaman: Battle for Atlantis é um jogo que não deveria existir. É uma ofensa ao personagem, aos fãs e ao próprio conceito de diversão. É ruim em todos os aspectos possíveis, e o pior de tudo: é esquecível. É o tipo de jogo que você joga e cinco minutos depois já esqueceu que ele existe. É uma mancha na história do GameCube e um testemunho do quanto a indústria pode errar quando não há paixão ou cuidado envolvidos. --- 8. Comentário dos Players (imaginários) na... Loja do GameCube? Se existissem comentários na loja do GameCube, seriam assim: · TridentLover: (0.5 hrs) "Comprei esperando uma aventura épica e ganhei um soco-em-pausa aquático. 0/10." · MeraFan: (1.0 hr) "Até a Mera merecia coisa melhor. Que vergonha. 1/10." · GameCubeOwner: (0.8 hrs) "Por que eu gastei dinheiro nisso? Poderia ter comprado um sanduíche. 0/10." · CarlaGardini: (0.6 hrs) "Prefiro assistir meu namorado tentar montar um móvel da IKEA. É mais emocionante. 0/10." · EdTheGarbageMan: (0.9 hrs) "Este jogo é um crime ambiental. Poluiu meu GameCube. 0/10." --- 9. Encerramento e Próximo Episódio E assim, encerramos nossa análise do molhado, patético e entediante Aquaman: Battle for Atlantis. Um jogo que prova que até no fundo do mar tem lixo. Carla, o que a gente tira dessa experiência? "Que eu nunca mais quero ver a cor azul na minha vida",ela responde, cobrindo os olhos. "E que você me deve uma viagem para um lugar sem mar. Deserto do Saara, talvez." "Combinado.E eu prometo que o próximo jogo vai ser... bem, provavelmente pior. Mas pelo menos não é azul." E para o próximo episódio... bem, acho que já estamos no fundo do poço, então vamos cavar mais um pouco. Que tal um jogo que é tão ruim que se tornou uma lenda... mas do mau jeito. --- Próximo Episódio O Gari dos Gamers (Temporada 1) Próximo Episódio (6 de 10) Jogo:Drake of the 99 Dragons Console:Xbox Desenvolvedora:Idol FX Publicadores:Majesco Entertainment Gênero:jogo eletrônico de tiro em terceira pessoa (e desastre absoluto) Data de Lançamento:4 de Novembro de 2003 Os 9 Subtítulos do Próximo Episódio: 1. Introdução: 99 Motivos para Chorar 2. História do Jogo: Um Vingador Alcoolizado no Limbo 3. Gráfico e Áudio: Pesadelo em Preto e Vermelho 4. Level Design e Progressão: Atirando em Si Mesmo 5. Combate e Habilidades: A Morte de Duas Balas 6. Mecânica e Conclusão: O Tiro no Pé Digital 7. Nota do Jogo e Explicações 8. Comentário dos Players (imaginários) no Xbox Live 9. Encerramento e Próximo Episódio Fim do Episódio
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